jul, 16 2025
Ondas de demissões marcam o Brasileirão 2025
Você piscou e outro técnico já perdeu o emprego. Assim tem sido a maratona insana do Brasileirão 2025, que já registra 11 demissões de treinadores em apenas 12 rodadas. O cenário de troca constante chama atenção até para quem está acostumado com a famosa pressão dos clubes brasileiros, mas nem os mais pessimistas imaginavam tantas cabeças rolando tão rápido.
Tudo começou quando Mano Menezes deixou o comando do Fluminense logo após perder para o Fortaleza na estreia: um resultado ruim e adeus ao projeto. A dança das cadeiras continuou: Pedro Caixinha saiu do Santos na terceira rodada, enquanto Gustavo Quinteros (Grêmio) e Ramón Díaz (Corinthians) caíram logo em seguida, já na quarta rodada. Quem acha que o ambiente futebolístico brasileiro perdoa um tropeço, está enganado.
Derrotas e eliminações aceleram trocas
O efeito dominó continuou conforme os resultados decepcionavam as diretorias. Fábio Carille saiu do Vasco após um revés para o Cruzeiro, na sexta rodada. Não demorou e Pepa foi desligado do Sport depois de ver seu time perder para o Fluminense. Fábio Matias também deixou o Juventude, substituído depois de uma goleada sofrida contra o Fortaleza, e António Oliveira nem teve tempo de esquentar o banco no Sport — resistiu apenas quatro jogos antes de ser dispensado na 11ª rodada.
O clima não poupou nem quem parecia consolidado. Luis Zubeldía pediu para sair do São Paulo depois que seu elenco, desgastado, perdeu para o Vasco e caiu para a 14ª posição. Foram 85 jogos sob seu comando, 38 vitórias e 20 derrotas. Mas, no calor da crise, currículo vitorioso vira detalhe.
Os motivos nem sempre estão ligados só ao campeonato nacional. Renato Paiva, do Botafogo, não aguentou depois de cair diante do Palmeiras na semifinal do Mundial de Clubes. Da mesma forma, Thiago Carpini, do Vitória, foi embora após a equipe ser eliminada pelo Confiança na Copa do Nordeste. Sejam derrotas na competição principal ou em disputas paralelas, a paciência das diretorias é curta.
Tudo isso escancara o ambiente de extrema cobrança no futebol brasileiro, onde cada rodada é vista como mata-mata e o planejamento a longo prazo quase não existe. A busca pelo Brasileirão 2025 se resume, na maioria dos casos, a pressionar por entregas imediatas — e muitos técnicos pagam caro por não entregar milagres.
Luciano Oliveira
julho 18, 2025 AT 09:09Essa loucura toda não é só sobre futebol, é sobre o nosso jeito de pensar. No Brasil, o sucesso é mensurado em vitórias imediatas, não em construção. Ninguém quer ouvir que um time precisa de dois anos para se reestruturar. Querem um milagre na próxima rodada. E quando não vem, o técnico vira bode expiatório. Mas e o elenco? E a diretoria que contratou esse pessoal todo sem planejamento? Ninguém pergunta. A culpa sempre cai no treinador, porque ele é o único que aparece na TV, que fala no microfone, que tem cara de quem perdeu. O resto? Silêncio. E assim, a cada rodada, a gente renova o ciclo: contrata, demite, contrata, demite. E o futebol? Ele vai ficando cada vez mais raso, mais vazio. É como se estivéssemos correndo em uma esteira e achando que estamos chegando a algum lugar.
josias Alves Cardoso
julho 20, 2025 AT 07:06Isso é triste mesmo 😔 Tudo que eu queria era ver um time crescer com paciência... Mas parece que o brasileiro só entende vitória com chopp na mão e comemoração na arquibancada. Quem sabe um dia a gente muda isso?
Meliana Juliana
julho 20, 2025 AT 23:51É importante lembrar que muitos desses técnicos foram contratados em situações de crise, com elencos desestruturados e sem tempo para trabalho. A pressão é exagerada, mas também é preciso reconhecer que alguns projetos não foram bem planejados desde o início. O futebol brasileiro precisa de mais profissionalismo, sim - mas também de mais empatia. Treinadores são humanos, não máquinas de resultados. E torcedores, por mais apaixonados que sejam, têm um papel fundamental nesse ciclo: a cobrança saudável, não a perseguição.
Joao Paulo Passos
julho 21, 2025 AT 16:11Claro que é tudo planejado. Você acha mesmo que o Fluminense demitiu o Mano Menezes por causa de um empate? Não, meu amigo. É o mesmo esquema de sempre: o dono do clube tem um primo que é amigo do técnico da TV, e o técnico da TV tem um amigo que é sócio de um empresário que quer colocar o seu protegido no cargo. Tudo isso é um jogo de poder, e os torcedores são os palhaços que pagam a conta. E aí, quando o novo técnico perde, o ciclo recomeça. Quem ganha? Ninguém. Quem perde? O futebol. Quem se diverte? A mídia.
Pollianna Godoi
julho 22, 2025 AT 02:24tem algo errado msm... tipo, pq todo mundo ta correndo atras de um trofeu q nem ta no calendario? eu so quero ver um time jogar bonito, sem medo... mas parece q o medo virou regra. 😅
Mαıαrα.pєrєs є Sαмiяα Bαsтσs
julho 23, 2025 AT 00:38Isso é o que acontece quando você deixa o futebol nas mãos de idiotas que acham que “futebol é emoção” e não “gestão esportiva”. Você contrata um técnico com 15 anos de experiência e demite ele depois de 4 jogos porque o lateral esquerdo errou um passe?!!?!?!? E ainda tem gente que fala que o Corinthians é “grande”?!? Grande no que? No número de demissões por ano? No número de torcedores que vão embora do estádio antes do fim do jogo?!!?!!? Ninguém tá pensando no futuro, só no próximo domingo. E o futuro? O futuro tá no lixo, junto com os contratos de 3 anos que viram 3 semanas.
Ana Flávia Gama
julho 23, 2025 AT 23:38Realmente, é um momento delicado para o futebol brasileiro. A falta de continuidade afeta não só os técnicos, mas também os jogadores, que não conseguem se adaptar a novos sistemas ou filosofias. É preciso um olhar mais estratégico, mais humano, mais coeso. A paixão pelo clube não pode ser confundida com agressividade constante. Acredito que, com diálogo e paciência, é possível construir algo mais sustentável. E isso começa com a gente, torcedores, mudando nossa forma de cobrar.