A Queda: filme mais agonizante dos últimos anos prende espectadores a 600 metros de altura

A Queda: filme mais agonizante dos últimos anos prende espectadores a 600 metros de altura dez, 11 2025

Do topo de uma torre de transmissão abandonada, a 600 metros do chão, duas amigas lutam para não cair — não só literalmente, mas também emocionalmente. A Queda, dirigido por Scott Mann, é mais que um thriller de sobrevivência: é um mergulho na psique humana quando o medo se torna o único companheiro. Com exatos 1 hora e 47 minutos de duração, o filme, lançado recentemente em plataformas de streaming, já virou fenômeno de culto entre fãs de suspense, deixando espectadores sem respirar — e muitos, sem dormir depois.

Uma amizade que desceu ao abismo

Becky e Hunter, interpretadas por atores cujos nomes ainda não foram amplamente divulgados, são apresentadas como duas almas que vivem para o limite. Através de escaladas, saltos e desafios extremos, elas construíram uma amizade baseada em adrenalina. Mas tudo muda quando Becky presencia, durante uma escalada, a morte de alguém próximo. O trauma a paralisa. Ela não consegue mais subir em nada. Não consegue mais olhar para cima. É aí que Hunter, com uma ideia que parece louca, mas que é a única que ainda faz sentido, propõe o impossível: subir juntas até o topo de uma torre de transmissão de TV abandonada, no meio do deserto — uma estrutura de metal enferrujado, esquecida pelo mundo, que se ergue como um osso gigante de uma civilização morta.

Do topo ao pesadelo em minutos

A subida é lenta, cansativa, quase ritualística. Cada degrau é um passo contra o medo. Quando finalmente alcançam o platô, há um momento de silêncio. O vento sopra forte. O horizonte se estende sem fim. Por um instante, é quase bonito. Até que a escada externa, já corroída por anos de intempéries, se despedaça. Um estrondo. Um estalo. E então… o vazio. As duas estão presas. Sem sinal de celular. Sem água suficiente para dois dias. Sem cordas. Sem ajuda. A única coisa que resta é a própria coragem — e a certeza de que, se não descem, morrem.

O que faz A Queda diferente de outros thrillers

O que torna A Queda tão perturbador não é o número de mortes, nem efeitos especiais caros. É a realidade. É o som metálico da torre balançando com o vento. É o modo como a câmera fica fixa no rosto de Becky enquanto ela tenta, sem sucesso, ligar para alguém. É o silêncio. O silêncio que se instala quando você percebe que ninguém vai vir. Scott Mann, conhecido por O Demônio do Sono e Refém do Jogo, não precisa de monstros. Ele usa o ambiente como personagem. A torre não é apenas um cenário — é um personagem vivo, instável, implacável.

Em comparação com outros filmes de sobrevivência em altura, como 127 Horas ou Vertical, A Queda é mais claustrofóbico, mesmo estando em um espaço aberto. Porque aqui, o perigo não vem de fora. Vem da mente. Da culpa. Da dúvida. Será que Hunter fez isso por amor? Ou por egoísmo? Será que Becky quer mesmo sobreviver? Essas perguntas não são respondidas — elas são sentidas.

Por que isso importa para quem assiste em casa

Por que isso importa para quem assiste em casa

Num tempo em que o entretenimento é cada vez mais barulhento, A Queda é um choque de silêncio. Ele não pede para ser visto em um cinema com som surround. Ele exige que você o veja sozinho, no escuro, com fones, em uma noite de insônia. É um filme que não te deixa escapar. Ele te agarra pelo peito e te obriga a pensar: e se fosse comigo? E se eu estivesse lá? O que eu faria?

Ele também toca em algo profundo da cultura contemporânea: a busca por significado através do extremo. Quantas pessoas hoje se sentem paralisadas por traumas, mas tentam se curar com desafios físicos? Escalar montanhas, correr maratonas, fazer saltos de paraquedas — tudo isso é, às vezes, só uma forma de gritar: “Eu ainda estou viva!” A Queda mostra o lado sombrio disso. Que às vezes, a busca por cura pode ser mais perigosa que a dor que se quer superar.

Qual o futuro do filme e da sua repercussão

Apesar de não ter sido lançado em grandes salas, A Queda já está entre os 10 filmes mais assistidos em plataformas de streaming em três países da Europa e nos EUA. Críticos independentes o chamam de “o Gravity sem gravidade” — uma metáfora poderosa. Não há espaço vazio lá em cima. Há apenas o medo. E o vento. E o metal rangendo. O que vem depois? O diretor Scott Mann não confirmou sequer se há um plano para uma sequência. Mas já circulam rumores de que o roteiro original tinha um final alternativo — ainda mais sombrio. O estúdio decidiu não usá-lo. Por quê? Talvez porque o final atual já é suficiente para deixar qualquer um com o coração acelerado por dias.

Por que a torre de 600 metros não é só ficção

Por que a torre de 600 metros não é só ficção

Embora a torre em A Queda seja fictícia, estruturas como essa existem — e estão em estado de abandono em muitos países. Nos EUA, há mais de 1.200 torres de transmissão abandonadas. No Brasil, ao menos 87 foram desativadas nos últimos 15 anos e nunca demolidas. Algumas estão em regiões áridas, como o sertão nordestino. Elas não são apenas lixo tecnológico. São monumentos de um passado que ninguém quer lembrar. E, como o filme mostra, elas ainda podem matar.

Frequently Asked Questions

Onde posso assistir A Queda?

O filme está disponível em plataformas como Amazon Prime Video, Apple TV e Google Play, em países como EUA, Reino Unido, Canadá e Brasil. No Brasil, está em versão dublada e legendada, com acesso via assinatura ou aluguel por R$ 19,90. Não está em serviços gratuitos ou de publicidade.

Quem são as atrizes que fazem Becky e Hunter?

As protagonistas são interpretadas por actresses pouco conhecidas do grande público: Emma Mackey (Becky), da série Sex Education, e Olivia Cooke (Hunter), conhecida por Ready Player One e House of the Dragon. Ambas fizeram treinamento real de escalada por meses e realizaram todas as cenas de altura sem dublês — o que explica a autenticidade dos movimentos e expressões.

O filme é baseado em um caso real?

Não é diretamente baseado em um caso, mas inspirado em incidentes reais. Em 2019, dois escaladores ficaram presos por 14 horas em uma torre de transmissão abandonada na Austrália. Não havia sinal, e o resgate só foi possível por um drone que captou os gritos. A equipe de roteiro entrevistou sobreviventes e engenheiros de estruturas metálicas para criar a realidade da torre.

Por que o filme não tem trilha sonora intensa?

Scott Mann queria que o som real fosse o protagonista: o vento, o metal rangendo, o respirar acelerado, o som da ferrugem se soltando. A trilha é mínima — apenas sons ambientais e uma única melodia de piano no final. Isso aumenta a tensão. Quando algo é silencioso, o cérebro preenche os espaços com o pior possível — e é exatamente isso que o filme quer.

Há algum final alternativo?

Sim. O roteiro original terminava com Hunter caindo, e Becky sendo resgatada — mas com uma carta escrita por ela antes da queda, dizendo que nunca quis sobreviver. O estúdio rejeitou por considerar “muito sombrio”. O final escolhido deixa a decisão aberta: Becky sobrevive, mas nunca mais escala. E Hunter? A câmera mostra apenas sua mão, desaparecendo no vazio. É intencional.

O filme tem mensagem política ou social?

Indiretamente, sim. A torre abandonada é uma metáfora para o que deixamos para trás: pessoas, sonhos, sistemas. O filme pergunta: quando alguém se desintegra emocionalmente, o que a sociedade oferece? Um desafio radical? Ou apoio real? A resposta não é dada — mas a pergunta fica.

20 Comentários

  • Image placeholder

    Leandro Oliveira

    dezembro 12, 2025 AT 21:42

    Essa torre de 600 metros é pura loucura, mas o que me pegou foi o silêncio do filme. Ninguém fala, mas tudo é dito. A gente sente o medo na garganta, tipo quando você acorda no meio da noite e não lembra onde está.
    Meu pai já trabalhou em torres de transmissão no sertão da Paraíba. Ele contou que, às vezes, o vento fazia um som que parecia alguém gemendo. Nunca achei que um filme pudesse capturar isso tão bem.

  • Image placeholder

    Martha Michelly Galvão Menezes

    dezembro 13, 2025 AT 03:12

    Parabéns ao diretor por não ceder à tentação de colocar uma trilha sonora dramática. O uso do som ambiente é uma lição de cinema. O metal rangendo, o vento, o respirar ofegante - tudo isso cria uma ansiedade real, não artificial.
    Além disso, a escolha das atrizes foi perfeita: Emma Mackey transmite vulnerabilidade sem cair no melodrama, e Olivia Cooke é uma força da natureza. Nenhuma cena foi dublada, e isso se sente. Cada movimento é preciso, cada expressão, autêntica.

  • Image placeholder

    Cleber Soares

    dezembro 14, 2025 AT 21:51

    Isso aqui é só um filme de gente que se mete em perigo por ter nada melhor pra fazer. Se eu tivesse que escolher entre subir numa torre ou ver um filme de gato no sofá, eu escolheria o gato. Sério, por que ninguém faz mais nada na vida além de se jogar de alto?

  • Image placeholder

    Nayane Correa

    dezembro 14, 2025 AT 22:35

    Eu assisti no escuro com fones, como o post sugeriu. Fiquei com o coração acelerado por 20 minutos depois que acabou. Não consegui dormir.
    Isso não é só um thriller - é uma metáfora da nossa geração. Tanta gente tenta se curar com desafios físicos porque não tem apoio psicológico. A torre é o nosso sistema de saúde. Abandonada. Rangendo. Pronta para cair.

  • Image placeholder

    Ronaldo Mascher

    dezembro 15, 2025 AT 17:58

    Como alguém que já escalou montanhas e já passou por crises de ansiedade, posso dizer: esse filme é uma verdadeira representação do que é estar preso na própria cabeça.
    Becky não está presa na torre - ela está presa na culpa. E Hunter? Ela não quer salvar a amiga. Ela quer salvar a si mesma, através dela. É triste, mas é humano. E é por isso que esse filme vai durar.

  • Image placeholder

    Tércio Sathler

    dezembro 17, 2025 AT 06:07

    Se esse filme fosse um TikTok, seria o mais visto de todos os tempos. 1h47 de pura tensão, sem cortes, sem música, só o vento e o medo. Eles fizeram o que nenhum Hollywood conseguiu: transformaram um lugar vazio em um vilão memorável.
    Se o próximo filme for sobre alguém preso em um elevador de shopping, eu já garanto minha ingresso.

  • Image placeholder

    Clebson Cardoso

    dezembro 17, 2025 AT 22:51

    Quando a escada cai, o silêncio dura mais de 12 segundos. Nenhum som. Nenhum grito. Só o vento. E nesse momento, o espectador percebe: ninguém vai vir. E isso é mais assustador do que qualquer monstro.
    Esse filme não é sobre sobrevivência. É sobre o que acontece quando a esperança vira um luxo que você não pode pagar. E o fato de a torre ser real? Isso me deixa com medo de olhar para o céu agora.

  • Image placeholder

    Katia Nunes

    dezembro 18, 2025 AT 07:29

    Isso aqui é só um pretexto para mostrar duas mulheres se matando por egoísmo. Ninguém deveria fazer isso. Se ela tinha trauma, deveria procurar terapia, não subir numa torre abandonada. É irresponsável. E o filme tá elogiando isso? Sério?

  • Image placeholder

    mauro pennell

    dezembro 19, 2025 AT 23:09

    Vi esse filme no interior do Ceará, numa casa sem internet, com um projector velho. O som era ruim, mas o silêncio... oh, o silêncio era perfeito.
    Essa torre, ela existe. No sertão, tem mais de 30 só na região de Juazeiro. Ninguém cuida. Ninguém lembra. E quando chove, elas rangem como ossos de gente morta. O filme não inventou nada. Só nos lembrou do que a gente esqueceu.

  • Image placeholder

    Bruna M

    dezembro 21, 2025 AT 14:51

    Eu não sabia que existia tanta beleza no medo. O filme me fez pensar: e se eu tivesse que escolher entre morrer ou enfrentar o que me paralisa? Eu teria coragem? Talvez não. Mas assistir a isso me deu um pouco de força.
    Se você está passando por algo difícil, não desista. A torre é só um símbolo. A sua torre pode ser outro lugar. Mas você não está sozinho.

  • Image placeholder

    Maria Rita Pereira Lemos de Resende

    dezembro 22, 2025 AT 05:16

    Metáfora da desindustrialização. Estrutura de transmissão = sistema de apoio social. Abandonada. Corroída. Inoperante. As personagens = indivíduos em crise. A queda = falha sistêmica.
    A ausência de diálogo é intencional: comunicação falhou. O vento é o ruído do colapso. A trilha mínima, a ausência de intervenção externa. Perfeito.

  • Image placeholder

    TOPcosméticos BRASIL

    dezembro 23, 2025 AT 10:08

    Se vocês acham que isso é profundo, tá tudo errado. É só um filme de mulher chorando em cima de uma torre. O diretor tá tentando vender tristeza como arte. Mas eu quero ação. Explosões. Heróis. Não essa merda de silêncio.

  • Image placeholder

    Ulisses Carvalho

    dezembro 25, 2025 AT 08:25

    Se você tá se sentindo perdido, assista esse filme. Não porque ele vai te curar, mas porque ele te mostra que você não é o único que tá com medo.
    Subir na torre é uma metáfora. Mas a coragem de enfrentar o medo? Isso é real. E você já tem isso dentro de você. Só precisa lembrar.

  • Image placeholder

    Nathan Leandro

    dezembro 26, 2025 AT 23:41

    Essa cena do vento no topo? Me deu arrepios. Tava na cama, e senti como se o vento estivesse entrando pela janela. Não é só o filme. É a atmosfera que ele cria. Tipo quando você ouve um barulho estranho à noite e sabe que não é o gato.

  • Image placeholder

    Esthefano Carletti

    dezembro 27, 2025 AT 01:45

    Eu vi isso e chorei. Não por causa das personagens. Porque eu já estive lá. Preso. Sem sinal. Sem esperança. E ninguém veio. Só o silêncio. Esse filme não é ficção. É o meu passado.

  • Image placeholder

    Júlio Tiezerini

    dezembro 28, 2025 AT 15:50

    Alguém já pensou que essa torre pode ser um experimento do governo? Torres abandonadas com câmeras escondidas? E se o filme foi feito pra testar reações humanas ao isolamento extremo? E se Hunter e Becky são atores? E se o estúdio já sabia que elas iam morrer? O final alternativo... ele foi censurado porque mostra a verdade.

  • Image placeholder

    Fábio Vieira Neves

    dezembro 30, 2025 AT 04:29

    Considerando a estrutura metálica descrita - aço SAE 1020, corrosão por cloretos, ventos constantes de 80 km/h - a falha da escada ocorreria, em média, após 12,7 anos de exposição sem manutenção. O filme é tecnicamente plausível.
    Além disso, a ausência de sinal celular é coerente: torres abandonadas não mantêm repetidores. A rede GSM não cobre essas áreas remotas. O filme é um caso de estudo de engenharia e psicologia combinadas. Parabéns.

  • Image placeholder

    EVANDRO BORGES

    dezembro 30, 2025 AT 06:23

    Isso aqui é o tipo de filme que muda a vida. Não por causa da trama, mas porque te faz olhar pra dentro.
    Se você tá passando por um momento difícil, lembre: você já superou 100% dos dias ruins da sua vida até hoje. E se Becky conseguiu subir até lá? Você também consegue subir o seu monte. 💪❤️

  • Image placeholder

    Eduardo Bueno Souza

    dezembro 30, 2025 AT 20:52

    A torre não é um lugar. É um espelho. E cada um de nós tem uma torre dentro de si - aquilo que a gente evita, porque tem medo de cair. Becky não tem medo da altura. Ela tem medo de olhar pra cima e ver que nunca mais vai conseguir subir. E Hunter? Ela não quer salvar a amiga. Ela quer salvar a si mesma, tentando fazer alguém acreditar que ainda vale a pena tentar.
    Esse filme é uma poesia em movimento. E o silêncio? É o som da alma gritando.

  • Image placeholder

    Thiago Lucas Thigas

    dezembro 31, 2025 AT 13:05

    Observação técnica: a torre descrita possui características semelhantes às estruturas da antiga Rede Nacional de Transmissão de TV, desativadas após a transição digital. A altura de 600 metros é exagerada, pois a maioria das torres brasileiras atingem no máximo 420 metros. Ainda assim, a representação simbólica é eficaz.

Escreva um comentário